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quarta-feira, 23 de maio de 2012


Rock nacional representará 

Brasília na BNT Mercosul

  Secretaria de Turismo do DF
Capital irá explorar o que tem de melhor no gênero 
para representar a cultura da cidade na 18ª edição 
da Bolsa de Negócios Turísticos do Mercosul

Considerada a capital nacional do rock, Brasília irá explorar o que tem de melhor no gênero para representar a cultura da cidade na 18ª edição da Bolsa de Negócios Turísticos do Mercosul (BNT). De malas prontas, a equipe da Secretaria de Turismo do Distrito Federal (Setur-DF) irá trabalhar junto ao público, estimado em 5 mil pessoas, imagens do filme “Rock Brasília -  A Era de Ouro", do cineasta Vladimir Carvalho, com produção de Marcus Ligocki Jr.

O filme conta a história das principais bandas brasilienses nascidas nos anos 80, e que colocaram Brasília definitivamente no mapa do rock´n roll mundial. Com cenas reais da época e vários depoimentos de personagens da chamada “era de ouro” do rock nacional, o longa foi destaque do Festival de Brasília do Cinema de Brasileiro de 2011.

Para interagir com a história de bandas como Legião Urbana, Plebe Rude e Barão Vermelho, o público terá a opção de deixar uma mensagem gravada. No estande da Capital Federal, a Setur-DF irá montar um set de filmagens, onde as pessoas poderão prestar depoimentos, lembrar histórias e homenagear a música brasiliense e a cidade que assistiu ao início da era do rock no país. O cenário também será composto por fotografias dos artistas representados, imagens de Brasília e outras figuras que remetem à música, arquitetura e história da capital do Brasil.

A BNT é uma das mais importantes Bolsas de Negócios de Turismo da América Latina. Este ano, o evento será realizado no Beto Carrero World, localizado no município de Penha, nos dias 25 e 26 de maio. O encontro é para órgãos públicos, agentes, operadores e imprensa do Brasil e dos demais países do Mercosul. A oportunidade é para apresentar novidades e inovações do turismo para o fortalecimento e geração de novos negócios.

Chineses visitam condomínio 

residencial Jardins Mangueiral

  Secretaria de Habitação, Regularização e Desenvolvimento Urbano do DF
Delegação quer conhecer como está sendo 
erguido o local, fruto da primeira Parceria 
Público-Privada (PPP) habitacional do país

Uma delegação de vinte chineses vai visitar nesta quarta-feira (23) o Jardins Mangueiral. O objetivo é conhecer como está sendo erguido o condomínio residencial, fruto da primeira Parceria Público-Privada (PPP) habitacional do país. A ida dos chineses ao local precede a visita que o premier Wen Jiabao fará ao Brasil de 26 a 28 de junho, que também tem o novo setor habitacional da capital em sua rota.

Liderada por Gong Tao, conselheiro político da Embaixada da China no Brasil, a delegação será assessorada por técnicos da Secretaria de Habitação, Regularização e Desenvolvimento Urbano do Distrito Federal (Sedhab); engenheiros do consórcio de seis empresas que estão construindo o Jardins Mangueiral e representantes do Ministério das Relações Exteriores, do Ministério das Cidades e da Caixa Econômica Federal.

Na semana passada, no encerramento do 59º Fórum Nacional de Habitação de Interesse Social realizado em Brasília, cerca de cem participantes do evento foram conhecer o Jardins Mangueiral e ficaram impressionados com o que viram. Implantado ao longo da DF-463, em São Sebastião, ocupa uma área de 200 hectares, onde estão sendo construídas oito mil unidades habitacionais, divididas em 15 quadras condominiais, com três tipos de habitação: casas de dois e três quartos e apartamentos de dois quartos.

Fruto de uma PPP entre o Governo do Distrito Federal (GDF) e seis empresas que fazem parte do Consórcio Jardins Mangueiral, ele tem um conceito único e inovador de moradia com qualidade de vida em um bairro totalmente planejado, com infraestrutura urbana de água, esgoto, iluminação pública, ruas pavimentadas e urbanizadas, lazer e segurança.

No ano passado, 1.036 unidades habitacionais foram entregues no Jardins Mangueiral. Mais 1.260 pessoas já estão aptas a receber a sua casa própria no setor. E outras 1.102 foram convocadas recentemente para comparecer à Sedhab no próximo mês, comprovando os seus dados e habilitando-se para a compra da casa própria no local.

Operação Tapa-Buracos 

será intensificada

  Da Redação, com informações da Novacap
Operação Tapa-Buracos será intensificada
Recursos aprovados na Junta de Execução Orçamentária 
serão destinados a melhorias no asfalto do DF 
durante o período de estiagem
Oito construtoras, contratadas por meio de licitação, intensificarão as atividades de recuperação da malha asfáltica do Distrito Federal. A Operação Tapa-Buracos, que é permanente, ganhará reforço orçamentário para garantir que as ruas do Distrito Federal cheguem ao período de chuvas livres de buracos. Um total de R$ 12 milhões será investido nesta força-tarefa, que começa ainda esta semana e deve durar até o fim de junho.


“A ideia é que a gente consiga atender todas as cidades do DF e, assim que os recursos forem liberados, possamos intensificar as operações”, destacou o presidente da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap), Nilson Martorelli. A previsão é de que a verba seja liberada até quinta-feira (24).



Os serviços de recuperação da malha asfáltica serão intensificados em todas as regiões administrativas e serão divididos entre as construtoras, por área, apenas nas vias urbanas, que são de responsabilidade da Novacap. As vias Epia, EPGU, EPTG, EPNB e Estrutural, por exemplo, são responsabilidade do Departamento de Estradas de Rodagem (DER) e não estão incluídas na operação.



Junta de Execução Orçamentária - Em apenas duas reuniões, a Junta de Execução Orçamentária (JEO) já aprovou um montante de R$ 254.618.000 para investimento em infraestrutura e assegurar a conclusão das obras em andamento.



A JEO nasceu em março deste ano, por ocasião da criação da Casa Civil, para aprimorar a aplicação do Orçamento do Distrito Federal. Em 2012, tendo em vista que o Orçamento já estava aprovado, a JEO atua de forma a propiciar o emprego de recursos nas prioridades do GDF. Para tanto, a análise das ações e políticas prioritárias e a busca das garantias orçamentárias para executá-las são feitas sistematicamente.



Para a execução do Orçamento 2013 e 2014, as decisões da Junta serão fundamentais para assegurar que as prioridades do governo sejam plenamente executadas e, dessa forma, atender as demandas da população. Alguns exemplos são as construções de ciclovias, de albergues no Sol Nascente, de dois centros de internação de adolescentes em conflito com a lei e a recuperação estrutural de vias em todo o Distrito Federal.



Outra preocupação da JEO é buscar recursos para financiar a retomada de obras e concluí-las com rapidez e eficácia, bem como realizar a restauração do patrimônio público.



A adoção de cuidados básicos com as cidades do DF, com a execução de políticas públicas de conservação, preservação e revitalização são outras funções da Junta. Em todas as cidades serão realizados serviços como iluminação pública, pintura de faixas, meios-fios, limpeza, preservação de área verde, reconstrução e construção de calçadas, instalação, substituição e limpeza de boca de lobos, além de operações tapa-buracos.



Qualidade do material – Segundo a Novacap, massa asfáltica produzida no Distrito Federal é de boa qualidade e segue todas as normas técnicas do setor. Os agregados (pó, pedrisco, areia, brita e cimento asfáltico de petróleo) só são liberados após rigorosos testes de qualidade, realizados segundo as especificações da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Após a aprovação nos testes, os agregados são encaminhados para a usina e, em seguida, é produzida a massa asfáltica.



A Novacap também segue as mesmas normas técnicas para a execução dos serviços de tapa-buracos. O questionamento quanto à sua durabilidade está na estrutura do pavimento no Distrito Federal, que é muito antiga e sempre requer correções. A solução definitiva é o levantamento de toda a estrutura do pavimento – trabalho que é executado pela Novacap – e o seu consequente recapeamento, ação que só poderá ser feita em época de seca.

Drenagem e pavimentação para o condomínio Sol Nascente

  Secretaria de Obras
Obras estão orçadas em R$ 255 milhões e beneficiarão 
mais de 100 mil moradores, incluindo pessoas com deficiência 
já que o projeto prevê obras de acessibilidade

A Secretaria de Obras realiza, no próximo dia 5, audiência pública para ouvir a comunidade do condomínio Sol Nascente, em Ceilândia, a respeito das obras de pavimentação asfáltica e drenagem no setor. Esta é uma das etapas que antecedem a abertura de licitação. As obras estão orçadas em R$ 255 milhões e beneficiarão mais de 100 mil moradores, incluindo pessoas com deficiência já que o projeto prevê obras de acessibilidade.

O objetivo da audiência é apresentar os projetos existentes, esclarecer dúvidas, e colher informações que possam colaborar com os planos de engenharia de drenagem e pavimentação com acessibilidade. “Esse é mais um passo para que a região possa receber as obras que vão reduzir significativamente os problemas causados pela poeira e pela lama”, explica o secretário de Obras, David de Matos. 

Após a conclusão das formalidades da audiência pública será iniciada a licitação das obras. Serão asfaltados 188 km de vias e construídos 66 km de redes para captação de águas pluviais. As obras de drenagem vão solucionar os problemas de erosão e desmoronamento, acabando com os constantes transtornos que a população tem com a chegada das chuvas. “O resultado disso é qualidade devida para os moradores da região”, garante o secretário. 

Toda a comunidade local está convidada a participar da audiência. A documentação completa com mais informações, inclusive edital e regulamento, está disponível no site da Secretaria de Obras (www.so.df.gov.br). Para facilitar o acesso dos interessados, a audiência será realizada no Auditório da Administração de Ceilândia, na QNM 13,das 9h às 13h.

Frio deve aumentar procura por vacina

  Carlos Rezende, da Agência Brasília
Frio deve aumentar procura por vacina José Cruz - EBC
Baixa temperatura favorece a aglomeração de pessoas em locais 
fechados e aumenta o risco de contágio pelo vírus da gripe. 
Campanha de imunização vai até a próxima sexta
 Com a queda nos termômetros, a população do Distrito Federal fica ainda mais vulnerável às investidas do vírus da gripe, principalmente dos tipos mais perigosos como a Influenza. “Isso ocorre porque existe uma maior aglomeração de pessoas em locais fechados durante os períodos de frio”, explicou a diretora da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde (SES) do DF, a médica Sonia Geraldes. Por isso, a SES acredita que ocorra um aumento na procura por cobertura vacinal na última semana da 14ª Campanha Nacional de Vacinação, que termina na próxima sexta-feira (25).

Ao todo, 96 salas de imunização estão à disposição da população em toda a Rede Pública de Saúde. A vacina é gratuita e será aplicada durante toda esta semana, das 8h às 11h30 e de 13h30 as 17h. 

Até a sexta-feira passada (18), 160 mil pessoas foram vacinadas. A meta da secretaria é chegar aos 260 mil imunizados entre os grupos mais vulneráveis, como crianças, idosos, gestantes e profissionais da área médica. O objetivo da campanha este ano é reduzir a mortalidade, as complicações e as internações decorrentes das infecções pelos vírus das gripes H1N1, H3N2 e Influenza B, os mais recorrentes em 2011. Sonia Geraldes esclareceu que a vacina tem poucos efeitos colaterais e contraindicações. 

Influenza – Trata-se de uma infecção viral aguda que afeta o sistema respiratório, de alta transmissão e distribuição global, com tendência a se disseminar facilmente em epidemias sazonais. A transmissão ocorre por meio de secreções das vias respiratórias da pessoa contaminada ao falar, tossir, espirrar ou pelas mãos, que, após contato com superfícies contaminadas, podem levar o vírus direto à boca, olhos e nariz. A doença pode se apresentar desde forma leve e de curta duração, até configurações clinicamente graves e complicadas. 

Os sintomas muitas vezes são semelhantes aos do resfriado, que se caracteriza pelo comprometimento das vias aéreas superiores, com congestão nasal, tosse, rouquidão, febre, mal-estar e dor de cabeça. A maioria das pessoas infectadas se recupera em até duas semanas, sem necessidade de tratamento médico. Nas crianças muito pequenas, idosos e portadores de quadros especiais, a infecção pode levar a formas graves como pneumonia e síndrome respiratória aguda grave. 

Vacina - Estudos demonstram que a vacinação pode diminuir entre 32% e 45% o número de hospitalizações por pneumonias e de 39% a 75% da mortalidade global. Entre os residentes em lares de idosos, o risco de pneumonia pode ser reduzido em aproximadamente 60% e o risco global de hospitalização e morte em até 68%.

Esforço para cortar gastos 

tem efeito positivo

  Victor Ribeiro, da Agência Brasília
Esforço para cortar gastos tem efeito positivoFoto: Mary Leal
Em entrevista à AGÊNCIA BRASÍLIA, secretário
 de Fazenda Marcelo Piancastelli mostra resultados da
 política econômica alcançados no primeiro ano de gestão
Ao assumir o Governo do Distrito Federal, em 2011, a atual gestão encontrou uma situação caótica e precisou rever, suspender e até mesmo cancelar contratos. O governador Agnelo Queiroz determinou, entretanto, que todos os acordos salariais firmados pelas gestões anteriores fossem cumpridos, em vez de rompê-los. Isso fez a folha de pagamentos crescer e sua participação na receita corrente líquida se aproximou do limite prudencial, definido pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

O governo passou, então, a perseguir a meta de cortar despesas, focar investimentos nas áreas prioritárias e aumentar a arrecadação tributária. A Secretaria de Fazenda participou do planejamento de corte de gastos anunciado em fevereiro e também foi responsável por ampliar a captação de impostos.


O desafio de arrecadar mais sem aumentar a carga tributária se baseou em duas ações principais. A primeira é a reforma do sistema de fiscalização, o que representou um duro golpe nos esquemas de sonegação fiscal, com a secretaria mais atenta ao comércio varejista e à entrada ilegal de produtos pelas estradas do DF. A outra ação é a ampliação do programa Nota Legal, que já se aproxima dos 500 mil inscritos e que ampliou de 106 mil (2011) para 256 mil (2012) o número de contribuintes que indicaram créditos para ter descontos no IPTU e no IPVA.


O resultado prático desses esforços foi um superávit de R$ 95 milhões em 2011. Havia quatro anos que o GDF não fechava as contas no azul. Agora, o governo se prepara para divulgar à população a execução orçamentária do ano passado. O resultado, além de mostrar se a gestão conseguiu ou não respeitar a Lei Orçamentária Anual e a Lei de Responsabilidade Fiscal, servirá de base para a elaboração das diretrizes do Orçamento para 2013.


Quem explica esse esforço e indica o que os contribuintes do Distrito Federal podem esperar para os próximos meses é o secretário de Fazenda Marcelo Piancastelli. De acordo com ele, o balanço das contratos do GDF no ano passado é melhor do que o esperado.


O senhor concedeu à AGÊNCIA BRASÍLIA uma entrevista no começo do ano e anunciou que 2012 seria o ano da prudência nas contas do governo. O que foi feito nesses últimos quatro meses e meio em prol desse controle de gastos?

Dissemos que seria o ano da prudência porque nós conseguimos colocar as finanças do Distrito Federal no trilho. Quer dizer, a execução financeira do orçamento está correndo perfeitamente normal. Cumprimos todos os prazos, não deixamos nada para trás, nenhuma dívida pendente, nenhum resto a pagar. Nós encerramos o Orçamento de 2011 no dia 15 de abril e cancelamos todos os restos a pagar não processados. Se aquelas contas, que eram do ano passado, não haviam sido pagas até o dia 15 de abril de 2012 – ou seja, em três meses e meio –, então é porque elas não são tão urgentes assim. Cancelamos todas e fechamos o ano de 2011.

E por que prudência?

Porque nós notamos que as despesas de pessoal subiram demasiadamente em 2011, por uma série de razões. A atual gestão herdou R$ 620 milhões em aumentos de salários aprovados por lei na gestão anterior – o que resultou em um impacto muito grande. Além disso, por uma questão de política de governo, tivemos de elevar os salários dos professores, dos médicos e de outras categorias sociais, porque faz parte da plataforma desse governo garantir melhor atendimento à saúde e melhor qualidade na educação, por exemplo. Por conta disso, em 2012 teremos de ser mais prudentes em termos de aumentos, para não estourarmos os limites legais.

O senhor, ainda naquela entrevista, definiu exatamente essa redução do gasto com a folha de pagamento como meta para este ano. Esse objetivo tem sido alcançado ao longo desses meses?

Sim. Nós não temos uma meta específica. Temos uma meta para cima, que não podemos atingir. Digo que é uma antimeta, que, aliás, nunca atingimos. Mesmo assim nós precisamos reduzir ao máximo a participação da despesa de pessoal em termos de receita corrente líquida, para que o governo tenha espaço para construir uma política de pessoal construtiva, de longo prazo. Por exemplo, para fazer uma reformulação de carreira, para melhorar a carreira de vários segmentos. Se tiver alguma implicação salarial, nossa ação fica restrita, mas quando existe espaço, podemos fazer. Isso não significa dar simplesmente um aumento de salário, mas adequar as carreiras às necessidades do serviço público e de atendimento à população.

Vamos falar então sobre um desses serviços à população, que ajuda também a arrecadação de impostos: o programa Nota Legal. Houve aumento significativo no número de contribuintes que indicaram os créditos de suas compras para o pagamento do IPTU e do IPVA. A que o senhor atribui essa adesão popular?

A secretaria fez uma divulgação que naturalmente teve impacto nesse aumento, mas é um comportamento lógico: quem não gosta de pagar menos imposto? Se todo mês você tem de fazer supermercado, outras compras, pagar ISS [Imposto Sobre Serviços]. Se você pedir a nota, acumula créditos e paga menos IPTU e menos IPVA. É o custo zero. Hoje nós temos quase 500 mil pessoas inscritas no Nota legal.

Qual o efeito disso?

Eu, você, todos nós, quando vamos à padaria, ao supermercado, a qualquer lugar e exigimos a Nota Legal, estamos obrigando o comerciante a emitir nota. Então, isso tem um efeito na arrecadação. Outro efeito foi que as pessoas, para não perderem a vantagem do Nota Legal, quitaram seus débitos na Fazenda – elas teriam de quitar de qualquer jeito, mas acelerou. Isso fez com que a nossa arrecadação aumentasse. A população tem sua lógica financeira. Ninguém é ingênuo.

Ou seja, além de aumentar a arrecadação do Estado, é também uma política de combate à sonegação fiscal?

Isso mesmo. Conforme eu comentei outro dia na Câmara [Legislativa do DF], nós encontramos uma estrutura de receita da fiscalização tributária da secretaria totalmente desarticulada, precisando ser reconstruída, recuperada. Os postos fiscais estavam deteriorados e abandonados. Nós estamos recompondo toda a estrutura, para fiscalizar a entrada de mercadorias pelas estradas do DF.

Aí entra também o debate em torno da guerra fiscal.

É. Porque se você não tem fiscalização, manda qualquer mercadoria, de qualquer estado, sem tributos e compete com as empresas do Distrito Federal, que ficam em desvantagem.

O GDF, aliás, está se articulando com governos de outros estados para resolver esse problema da guerra fiscal. Como está a articulação?

Está tendo um movimento coordenado pelo Ministério da Fazenda, do qual o GDF está participando, junto com os governos estaduais, para fazer uma proposta ao Confaz [Conselho Nacional de Política Fazendária] que resolva todas pendências relacionadas aos incentivos ficais. A partir disso, nenhum estado poderia mais emitir novos incentivos. Seria estabelecida uma alíquota interestadual, que precisa ser aprovada pelo Senado e representará, na prática, o fim da guerra fiscal.

O senhor e o secretário de Planejamento, Luiz Paulo Barreto, foram na última quarta-feira (16) à Câmara Legislativa, apresentar a execução orçamentária do terceiro quadrimestre de 2011. Qual foi o resultado anunciado?

A execução foi favorável. Nós tivemos um resultado orçamentário de R$ 660 milhões – não significa dinheiro vivo, mas no orçamento. E tivemos um superávit primário – esse sim representa dinheiro vivo – de R$ 95 milhões. Pela primeira vez, em quatro anos, o Distrito Federal teve resultado primário positivo.

A que o senhor atribui esse superávit?

Ao esforço que foi feito no final do ano para ordenar as finanças. Anteriormente todos os secretários empenhavam todo o seu orçamento e não gastavam. Quando virava o ano, aquilo ficava empenhado e era contabilizado como prejuízo. O que nós fizemos foi limpar a lista de empenhos. Todos os empenhos não processados foram liquidados.

O GDF se prepara para apresentar o resultado da execução orçamentária de todo o ano de 2011. Será tão bom quanto o do terceiro quadrimestre?

Não. Vai ser melhor. A despesa com pessoal em relação à receita corrente líquida será mais baixa, mas não posso antecipar mais nada.