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sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Carreta da Mulher

"Carreta da Mulher" realizará 100 exames de mamografia e ecografia nesta sexta

  Laezia Bezerra, da Agência Brasília
"Carreta da Mulher" realizará 100 exames de mamografia e ecografia nesta sexta Foto: Pedro Ventura
Atendimentos fazem parte do programa "GDF Junto de Você" em Sobradinho II

 SOBRADINHO II  – Cerca de cem mulheres farão exames de ecografia ou mamografia na "Carreta da Mulher" hoje. A unidade móvel está estacionada em Sobradinho II e faz parte dos serviços oferecidos pelo programa “GDF Junto de Você”.

De acordo com Manoel Sobrinho, coordenador da "Carreta da Mulher", as pacientes foram agendadas pelo posto e uma equipe com cinco profissionais está realizando os exames desde as 10h.

“Hoje estamos fazendo 50 ecografias simples e 50 mamografias, outros exames poderão ser agendados pela Secretaria de Saúde. Daqui a quatro dias, as pacientes já podem buscar os resultados dos exames no Centro de Saúde nº 3 da cidade. Caso seja detectado aqui na 'Carreta' algum sintoma de doenças, a Secretaria vai entrar em contato imediatamente com a paciente e encaminhá-la para tratamento na rede pública de Saúde”, explicou Sobrinho.

Vanusa Caetano, 43 anos, está fazendo os exames pela primeira vez e aprovou a iniciativa. “Espero que o atendimento continue sendo oferecido à população, para que mais mulheres possam fazer os exames sem ter que pagar, porque nem todas têm condições de pagar por eles”, contou.

Luzinete Alves, 57 anos, que também se consultou pela primeira vez na "Carreta", acordou às 5h30 e chegou ao local às 6h15. Segundo ela, valeu a pena. Ela conseguiu pegar a 3ª senha para fazer os exames, “todo ano eu pago pra fazer os exames e agora consegui fazer de graça e achei muito bom. Espero que a iniciativa possa beneficiar mais mulheres porque precisamos muito deste tipo de atendimento. Essa atitude do governo é excelente”, comemorou.

O atendimento na "Carreta" segue até as 20h, e durante o fim de semana mais mulheres serão atendidas.

(L.B./M.D*)

Hospital da Criança

Hospital da Criança completa dois anos com quase 700 mil atendimentos

  Kelly Ikuma, da Agência Brasília
Hospital da Criança completa dois anos com quase 700 mil atendimentosFoto: Dênio Simões / GDF
Instituição ganhará novo bloco até o fim do próximo ano

 BRASÍLIA  - Crianças e adolescentes em tratamento no Hospital da Criança José Alencar (HCB) se uniram hoje (22) para festejar o aniversário de dois anos da instituição que, até outubro de 2013, realizou quase 700 mil atendimentos. A previsão é que até o fim de 2014 seja construído um novo bloco com mais opções de serviços.

A alegria do momento foi compartilhada com o governador Agnelo Queiroz que, acompanhado de autoridades da área de Saúde e funcionários do hospital, revelou sua emoção em participar mais uma vez dessa festa. De acordo com ele, ver essa estrutura montada e em pleno funcionamento é a realização de um sonho.

"Estamos completando dois anos com esse hospital, tempo curto, com saldo extraordinário. Aqui é um exemplo de sucesso que hoje virou referência em todo o Brasil, superando todas as metas do contrato de gestão. A ampliação desse serviço com a entrega de mais um bloco servirá apenas para dar continuidade a esse lindo trabalho. Esse é o objetivo e a razão de se governar", afirmou Agnelo.

Além de comemorar a data, o secretário de Saúde, Rafael Barbosa, ressaltou as grandes conquistas alcançadas nesta semana na área da Saúde no DF. "Nesse período realizamos o primeiro transplante de medula óssea no SUS e também de vários outros órgãos. Espero estar presente aqui no próximo ano trazendo mais notícias como essa."

O presidente do Instituto de Câncer Infantil e Pediatria Especializada (Icipe), Ilton Malacão, disse que a média de aprovação do Hospital da Criança é de 98%. "Se não fosse essa nova gestão do governo para investir nesse sonho, esse local estaria fechado até hoje como ficou por dois anos".

A presidente da Abrace, Ilda Peliz, compartilhou a mesma opinião do representante do Icipe e completou que essa festa também é para comemorar o Dia Nacional do Combate ao Câncer Infantil. "Neste mês também estamos com a ação 'Novembro Dourado', para reforçar ainda mais essa causa. Se não fosse o trabalho do governador, com a ajuda da comunidade em geral, não estaríamos aqui batendo recorde de atendimento."

Estrutura - O HCB tem 7 mil m² de área construída, 30 consultórios médicos e 22 leitos de internação. O hospital é público e faz parte da rede da Secretaria de Saúde do DF, com administração realizada pelo Icipe.

O novo bloco terá 21 mil m² construídos, dois pavimentos, 202 leitos, Centro de Ensino e Pesquisa, central de material esterilizado, centro cirúrgico, áreas de apoio, laboratórios de análises clínicas e laboratórios especializados.

(M.D*)
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Bumba meu boi

Sobradinho preserva culturas do Brasil

  Ailane Silva, da Agência Brasília
Sobradinho preserva culturas do BrasilFoto:Mary Leal
Principal festejo é em memória à tradição secular do Bumba meu boi

 BRASÍLIA - Sobradinho preserva há mais de meio século uma das principais riquezas da cultura maranhense: a tradição secular do Bumba meu boi. A história, que começou na cidade com a chegada de Teodoro Freire na década de 60, tem continuidade até hoje no Centro de Tradições Populares.

No local, o filho do nordestino, Guarapiranga Freire, conhecido como "Guará", organiza os ensaios do grupo que reúne cerca de 120 atores, a maioria do Maranhão, sendo 80 para as apresentações do Bumba meu boi, e 40 para o Tambor de Crioula.

"Esses dois espetáculos são um casamento. Quase todas as vezes que apresentamos o Bumba meu boi também fazemos o Tambor de Crioula. A primeira dança é folclórica e existe desde o século 18, enquanto a segunda representa a cultura afro-brasileira, encontrada em vários estados do país", destacou Guará.

Ele lembra que a dança do Bumba meu boi é misturada ao teatro para falar sobre o Pai Chico, um trabalhador da fazenda que rouba um boi para satisfazer sua mulher grávida, Catarina, que sente um forte desejo de comer a língua do animal.

O boi, que foge, é encontrado doente pelos empregados do fazendeiro e, com a ajuda de um pajé, é curado. "Nós também contamos essa história em escolas públicas, eventos e até em outras cidades. Nosso objetivo é dar continuidade ao trabalho iniciado pelo meu pai, que lutou para conseguir trazer a cultura maranhense", complementou Freire.

Segundo ele, para as apresentações o grupo faz um trabalho preparatório, que inclui ensaios e contratação de costureiras e bordadeiras para produzir os trajes. O trabalho começa em janeiro e tem seu ápice em junho, com apresentação do espetáculo na 'Grande Festa de São João', realizado no próprio espaço do Centro de Tradições Populares.

Maria da Conceição Tavares de Oliveira, 60 anos, faz parte do grupo e conta que participa das apresentações desde os 25 anos de idade. "Já atuei como Catarina, vaqueira e chapéu de fita. Venho a todos os ensaios, porque aqui resgato um pouco do ambiente que tinha lá no Maranhão", disse.

Outro integrante e também maranhense, José Everaldo Ferreira, 33 anos, destacou que, em sua opinião, a principal marca de Sobradinho é contar a história folclórica de seu estado.

"E nós temos que respeitar esse trabalho, iniciado pelo seu Teodoro, que veio para Brasília embaixo de sol e chuva e lutou para dar continuidade à cultura do nosso estado", contou, ao destacar que Teodoro morreu aos 91 anos, em fevereiro de 2012.

CIDADE CULTURAL – Além de preservar a cultura folclórica, Sobradinho possui outras marcas artísticas. Uma delas se refere à Casa do Ribeirão, que funciona onde antes era um viveiro da Novacap e hoje recebe exposições, apresentações e grupos para discutir cultura.

No local, a comunidade, professores e estudantes participam de um curso sobre educação patrimonial e imaterial, idealizado pelo artista plástico e professor, José Ivacy de Souza. "Sobradinho é conhecido como cidade da arte. Nós queremos despertar um olhar diferente nas pessoas, que devem aprender a ter uma percepção diferente do ambiente que temos", destacou Souza.

Segundo ele, os alunos do curso farão um inventário do patrimônio material e imaterial da cidade. O trabalho será executado com o apoio do Arquivo Público do DF, Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), Coordenação de Diversidade, da Secretaria de Educação, e Casa do Ribeirão.

Outro forte de Sobradinho são as bandas musicais locais, que somam cerca de 70, sendo 50 de rock, segundo levantamento do Fórum de Rock da cidade, que surgiu em 2012.

O grupo, formado por jovens da cidade e por artistas locais, tem como objetivo dar apoio à produção independente dos artistas e conjuntos musicais. Um dos artistas, que faz parte da banda 'Função Inversa', é Andrew Wallace Souza, 20 anos.

O estudante de filosofia, que toca baixo e violão, ressalta que a cultura é a principal marca da região administrativa. "Nos apresentamos em escolas e locais públicos, mas queremos ampliar nosso trabalho", disse.

(A.S./M.D*)

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